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As posições de gerenciar pessoas ficam sempre rondando o imaginário das pessoas ao longo da carreira com um gol, um estágio a ser atingido e finalmente se ver como alguém que colocou a cabeça fora da água!! Mas tudo está se alterando muito e muito mais rápido que o esperado! Poxa vida!! Mas bem agora que eu vou desenvolver e gerir um time?

Há uma certa arrogância em escolher algumas pessoas e definir: “A partir de agora vocês são os líderes”. Essa afirmação sugere que todos os outros não escolhidos são, então, liderados.

Havia um tempo, não tão distante, em que os trabalhadores dificilmente podiam ler ou escrever.
Atualmente eles são, na grande maioria, diplomados. O novo mundo mudou o poder e a autoridade dos líderes para com seus liderados e isso criou um novo contexto.

No livro O Fim Da Liderança, a autora Barbara Kellerman, não está dizendo que não precisamos de uma boa liderança – o que ela está diz é que o papel do líder mudou drasticamente.

Liderados em ascensão, líderes no declínio – embora essa tendência possa ser observada a décadas, ela se acelerou drasticamente nos anos 90.

Na década de 1950, a participação e engajamento dos liderados era mínima e a conformidade total era esperada. No final do século 20, liderada pelo comando e controle, as organizações estavam mortas e perdidas e liderar cooperando e colaborando estava entrando na moda. O poder e a autoridade foram diminuídos e a influência ganhou papel de destaque.

Humildade, autenticidade e liderança responsável se tornam as novas palavras-chave.

Há uma mudança na qual o líder está no centro e as organizações passam a ser quase autogeridas e quase autogovernadas. Um novo pensamento surge: funcionários em primeiro lugar e clientes em segundo. Nesta nova estrutura emocional, mais democrática, o gestor precisa recuar do primeiro para o segundo plano, a um ponto em que, ele ou ela, seja mais um treinador, um facilitador ou anfitrião, ao invés de um ponto central em torno de quem gira tudo e todos.

Os CEOs mais admirados têm presença executiva, são conectados, e as empresas mais bem-sucedidas têm líderes que sabem um pouco sobre a conexão e a presença do CEO. Ainda é surpreendente que poucos CEOs estejam usando as mídias sociais para se envolverem com as pessoas em suas organizações, compartilhar informações e ideias das perspectivas de suas empresas e capacitar sua força de trabalho para se comunicar em nome da organização.

Existem apenas duas razões para os liderados acompanharem os líderes – ou eles sentem que precisam (devem) ou querem. Em geral, o primeiro se aplica ao local de trabalho, mas o melhor, é claro, seria as pessoas “quererem” e com isso aparecer um ganho sensível e visível de engajamento.

Em um mundo perfeito, seríamos abençoados com líderes transformadores, que vivessem para beneficiar e desenvolver seus liderados. Em um mundo um pouco menos perfeito, teríamos líderes que seriam o espelho de seus liderados, que os representassem com honestidade e autenticidade. Mas no mundo em que vivemos, os líderes tendem a colocar o interesse próprio à frente do interesse coletivo.

As pessoas estão gradualmente perdendo o respeito por seus líderes. Elas desconfiam dos indivíduos e das instituições que representam.

Hoje em dia, a natureza da liderança e dos liderados é tão dramaticamente diferente, que a repressão nos países desenvolvidos simplesmente não é tolerável.

Nestes tempos provavelmente as pessoas têm mais voz do que em qualquer outro momento da história por mim vivida!

Os líderes agora têm menos poder, autoridade e influência do que antes, e vivemos em um momento em que outros elementos são determinantes.

A obstinação aparentemente contagiante pela liderança está na moda. A palavra liderança é usada para todos os tipos de programas para jovens – provavelmente para motivá-los a participar.

Como um todo, a indústria de liderança é autosuficiente, autoperpetuadora e mal controlada; programas de liderança tendem a proliferar sem avaliação objetiva; sem investigação intelectual e pouco pensamento original, desviando assim do aprendizado que o líder deveria ter. O crescimento da indústria de liderança coincide com uma queda na confiança em nossos líderes.

Nesta época os funcionários não confiam em seus empregadores, seus líderes e seus gerentes. Da mesma forma, os subordinados geralmente não consideram seus superiores tão honestos e competentes.

A má liderança continua a crescer e isso não se refere a lideranças malignas ou corruptas e sim, a
liderança incompetente, rígida, intempestiva e insensível.

Há uma lacuna muito grande entre os compromissos com a integridade ética e as práticas reais no local de trabalho: o que exatamente constitui um bom caráter ainda está por ser definido!!

Temos uma fixação no líder, excluindo todos os outros. As pessoas estão doentes e cansadas de líderes impulsionados pelo ego e, em vez disso, preferem líderes servis, que sejam discretos em vez de interessados em si mesmos, dirigidos por outros em vez de autodirigidos.

As escolas de negócios não têm sido eficazes no desenvolvimento de líderes que sejam tanto éticos quanto eficazes e de alta performance. A liderança política é cada vez mais complexa e difícil.

Compartilhar poder e influência é simplesmente ótimo para os negócios, ótimo para lideres e liderados e torna as relações mais leves levando a ambientes organizacionais não tóxicos.

Só precisamos achar um bom armário para colocar a ganância e as vaidades!!!

Pedro Mandelli

Pedro Mandelli

Consultor

Doação de sabedoria e extraordinária disponibilidade para guiar pessoas e organizações na execução de seus desafios.

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