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Motivação x Motivos

Depois de um grande avanço na implantação de programas de motivação que realmente elevaram a produtividade, as pessoas estão exaustas. É hora de trazer pessoas felizes para a organização –e mantê-las assim. Nos últimos anos, as empresas conquistaram resultados extraordinários com o “kit básico de engajamento”: um sistema de metas e indicadores transparente, desafiador e mensurável. Esse “kit” colocou as pessoas no rumo desejado, porém, para mantê-lo, foi preciso que os chefes passassem a dominar os procedimentos e acompanhassem de perto a execução. O resultado foi o microgerenciamento, ou seja, os chefes dominam tudo, da cor do parafuso à estratégia de negócios. O mindset mudou, mas era necessário algo mais concreto para recompensar o esforço das pessoas. Assim, sistemas de bônus foram desenvolvidos, alguns muito criativos. No entanto, logo se percebeu que eram mais uma distribuição de resultados do que o compartilhamento da riqueza gerada. Isso tudo já rendeu um belo molho, mas ainda faltavam dois temperos, que também vieram: um profundo achatamento das estruturas organizacionais e uma boa adequação dos processos de trabalho e rituais de acompanhamento de fazer inveja a perdigueiros atrás de sua presa. Mais uma vez, os resultados vieram, com a excelência da execução buscada e níveis de engajamento invejáveis. A grande percepção que se tem hoje é a de um desespero generalizado quanto ao volume de trabalho, um cansaço sem tamanho, a perda dos motivos para ir ao escritório e a busca de outras organizações. A solução cômoda é apertar ainda mais o curto prazo e o heroísmo do gestor, trocar pessoas, aumentar benefícios e colher o que resta do engajamento já obtido. E...

Desempenho Gerencial e a Modernidade Empresarial

O novo contexto econômico, mercadológico e cultural tem provocado mudanças radicais nas empresas. O sistema protecionista que vigorou até então, permitia que empresas fizessem uso de duas políticas que vão de encontro à realidade de economia de mercado: o repasse da má administração nos custos e o lobby de preços. A grande maioria das empresas nasceu e cresceu numa época em que o país desenvolveu-se a qualquer custo, o mercado em expansão dava vazão a todo volume de produção, as empresas ampliavam sua gama de produtos e serviços sem estudos cuidadosos e assim, as estruturas das organizações “incharam” e estagnaram. Ironicamente, a queda da atividade econômica aliada à perspectiva de abertura dos portos colocou o país nos trilhos da competitividade, onde o mercado é o mundo e o cliente cativo não mais existe. No momento em que empresários e gestores começaram a sentir os efeitos das mudanças do ambiente nas empresas, passaram a estudar as suas organizações para promover melhorias, pois já perceberam que hoje, para ter continuidade, será necessária uma boa administração. Surgem então, algumas técnicas que são encaradas como modismos. Ao observarmos com certo cuidado essas novas ferramentas de gestão, percebe-se que elas buscam o enxugamento de estruturas que nunca foram avaliadas com relação à sua real necessidade. As modernas técnicas ajudam muito uma gestão forte e profissionalizada, porém não se pode acreditar que a simples implantação de uma dessas ferramentas vai “salvar” a organização, pois sua utilização sem um embasamento firme, gera problemas ainda maiores. Por exemplo, a terceirização requer um sistema de gestão de contratos e resultados sólido e a redução de níveis exige um...

Qualidade de vida ou quantidade de ócio? Eis a questão.

Tenho trabalhado muito, estudado tanto, passeado nada, a empresa quer mais e a revista diz que tenho que ficar esperto. Qual é o ponto de equilíbrio entre lado profissional e lado pessoal? Pergunta equivocada e datada da década passada. Como pode uma pessoa possuir dois lados? Este raciocínio era válido quando nós entendíamos que o trabalho era algo doloroso, pesado e massacrante. Enfim, era necessário se subjugar às vontades e desejos de uma organização que dominava o nosso futuro: trabalhar era uma obrigação. Papai chegava em casa a e mamãe falava: deixe papai quieto, coitado, ele trabalhou demais. Aí, papai começou a trabalhar menos e reclamar da qualidade de vida, voltou a fazer um monte de coisas desconexas com o futuro, e, resultado: depois de algum tempo não só foi demitido como também não estava atualizado para outros trabalhos de maior ou igual nível. Se você se enxerga por aí, faça uma reflexão: você gosta da sua profissão? Se a resposta for não, o descrito acima é o seu futuro. Se a resposta foi sim, vamos raciocinar: qual a qualidade de vida que você busca alcançar nos próximos três a quatro anos? Esta resposta cabe a cada profissional e o seu estágio de vida e carreira. Alternativa 1: se o que você busca é igual ao seu passado você pode reduzir as suas atividades e contentar-se com o que você era para os próximos anos – decida e não reclame depois, você decidiu! Alternativa 2: o que você busca é exatamente a sua posição de vida atual: sem maiores problemas! Coloque a sua tecnologia em dia e contente-se em...

A culpada foi a sua avó!!!

São sempre duas realidades, dois mundos competindo pela tua presença emocional dentro de uma organização: o mundo dos problemas e o mundo dos resultados e pior do que esta competição entre eles, você recebe convites diariamente para participar de celebrações e conversas dentro de cada um. O mundo dos problemas é repleto de novidades, uma pior do que a outra e algumas com retoques de sarcasmo e, às vezes, até de certo sadismo. É um mundo que só aumenta de tamanho todos os momentos, não tem emoção dentro dele, só existe negação, ironia e descaso dos seus participantes. Porém, é um mundo rápido, muito rápido! As notícias correm de bebedouro em bebedouro, de máquina de café a máquina de café, de toilete a toilete e pior do que isso, cada noticia aumenta de tamanho dando maior prazer e poder aos seus agentes. É um mundo proativo, pois as pessoas que não sabem das notícias correm atras delas, procuram se encontrar, procuram estabelecer contato e, às vezes, até fazem listas de demissões ou marcados para morrer. Mas quem inaugurou este mundo?? A grande descoberta é que ele não é novo e sua avó– sim eu disse sua – já era uma grande patrocinadora/agente dele, pois ela já falava para sua mãe quando a mesma reclamava da ausência/atraso do filho (a) – no caso você– onde estará meu filho (a), porque está atrasado? E a avó respondia para sua mãe: não se preocupe porque notícia ruim chega logo e dava uma risadinha. Veja só, sua avó já sabia do mundo do negativo e irônico! Este fenômeno se chama radio peão ou...

Embarcando na organização competitiva!

Maio 2011 A vida organizacional moderna está recheada de competitividade, permeada por músculos fortes para concorrer em um mercado aonde todos, de dentro e de fora do País, vem buscar clientes e mais clientes em seu território. De uns tempos para cá começou também a competição por gente, ou seja, as empresas precisando crescer e romper as barreiras dos competidores buscam gente para competir, ou seja, gente preparada e disposta a encarar esta competição continuada e crescer dentro dela. Quais os focos que as Organizações devem perseguir para segurar ao máximo estas pessoas? O que deve permear este ambiente de trabalho onde as pessoas queiram dar o máximo de si para a Empresa enquanto estiverem por lá? É fundamental que as empresas criem um ambiente que estimule a atuação de alto desempenho dos funcionários. Existem cinco pontos importantes para isso: Geração de confiança – Quando há pouco controle e mais confiança, a tendência é que a maioria das pessoas se sinta mais segura e gere melhores resultados. Construção de senso de justiça – Quando o objetivo é conseguir a alto desempenho, é fundamental reconhecer positivamente o que as pessoas fazem. Elevação e sustentação do humor – Não cultive o “palhaço do mal” na empresa, o bom-humor é uma importante arma para tornar o ambiente agradável. Valorização do relacionamento – É melhor que as pessoas gostem de gente e de se relacionar, pois quem gosta de pessoas, fala gerando energia positiva. Construção de significado – Descubra quais são as moedas de troca das pessoas. Se elas preferem dinheiro, aprendizado ou conforto. É fundamental que as empresas estimulem e busquem garantir...

Aposentar-se?? Do que??

Uma bela manhã de dia de semana e lá estava eu, sentado olhando para o horizonte quando fui abordado por uma inocente pergunta de meu filho: pai, você está em casa de manha, está aposentado? ou desmotivado? Como responder esta pergunta para uma criança ainda sem conhecimento e sensibilidade para julgar a “foto” que estava olhando: seu pai sentado na varanda, dia de semana de manhã, fazendo absolutamente nada? Obviamente não sabia exatamente o que responder: sim ou não? E piorou a questão porque comecei a raciocinar sobre a pergunta e me esqueci que o rapazinho estava lá!! As conclusões foram muito boas e gostaria de trocar com o leitor. A resposta sim ficou mais fácil então: aposentado do que meu filho? Aposentar-se de tomar banho: conheço algumas pessoas que se ninguém falar nada se aposentam até do banho diário, passam para cada dois dias, semana e perfumes mensais. Conheço gente jovem que quer se aposentar do banho, você conhece alguém?; Aposentar-se de se vestir coerentemente com a sociedade: passam a usar meia e sandália, roupão para ir no portão ou na sacada (sem contar que as vezes não escovam os dentes também). Não conheço ninguém assim mas ouço pelos vizinhos as vezes; Aposentar-se de comer e beber bem: nunca, enquanto o corpo estiver em dia, ninguém deve aposentar esses dois grandes prazeres – ninguém deve abrir mão; Aposentar-se de fazer exercícios, caminhar e praticar algum esporte: acho muito arriscado, encurta muito a vida total e a vida útil também. A cabeça segue a ineficiência do corpo: se o corpo para a cabeça atrofia!; Aposentar-se de ganhar dinheiro: muito...

Mobilizando nas Mudanças

Mobilizar pessoas é um dos grandes desafios da gestão contemporânea, assim, para conseguir esta mobilização e realizar o que precisa ser feito, precisamos entender as relações sociais/emocionais envolvidas neste assunto na organização, isto é, entender quais fatores impedem que as pessoas saiam da sua zona de conforto e estejam prontas para encarar e engajar nos desafios. Neste ponto, é necessário entender que somente os líderes que atuam com sensibilidade, que facilitam a comunicação, que envolvem as pessoas naquilo que precisa ser feito, e que, além disso, tem um olhar sensível e multifacetado, conseguem identificar as razões individuais para a adesão ou não à mudança e consequentemente, trabalhar em cima destas razões, tendo como resultado, sucesso no engajamento durante o processo. Precisamos nos atentar para os pilares que sustentam a mobilização das pessoas: O primeiro deles é a grande necessidade de tornar este processo, por mais duro que seja, em algo simples para as pessoas, sempre buscando o envolvimento e engajamento de todos: Uma grande orientação para que isto aconteça está baseada na forma que o líder divide e compartilha as responsabilidades nos desafios e tarefas entre as pessoas envolvidas. Claro que mudança é trabalho adicional à rotina e consequentemente surgem resistências. Porém, não perca as esperanças, pontue o andamento do projeto constantemente, mostre o lado positivo, reforce as conquistas, faça com que percebam o desenvolvimento profissional que a mudança lhes confere. Um segundo pilar, difícil mas necessário é a polivalência, pois a maior parte da motivação das pessoas para permanecer na empresa e se envolver com os objetivos dela é a percepção de que há grandes chances de desenvolvimento...