(0xx11) 3846.8148 ou 3045.8308 mandelli@mandelli.com.br

Execução: suas funções e disfunções

No atual ambiente de busca pelas melhores pessoas para as empresas, uma das capacidades que tem sido cada vez mais buscada é a competência de execução. Ela, em geral, é percebida nas pessoas que não abrem mão de obter resultados superiores. Com isso são assertivas, positivas, persistentes, focadas, proativas, energéticas, agem como donos, são inconformados e assumem total responsabilidade. Se perguntarmos por aí muita gente acha que possui tal competência, mas a prática nos mostra que isso está muito distante da verdade. Execução também é título de um bom livro de Ram Charam (Elsevier 2004) que orienta sobre os fundamentos dessa disciplina e que tem sido uma referência muito falada sobre esse assunto. Constatamos que algumas empresas são formadoras desta competência e ao analisarmos seu modo de operar notamos algumas diferenças importantes. A primeira é que admitem pessoas que já venham com alta motivação, energia e que gostem de desafios. São características que possibilitam e potencializam a competência de execução. É o alicerce sólido para depositar toda a bagagem necessária. Novamente, muitas empresas acham que o fazem em seus processos de seleção, mas a altura da vara estabelecida para esses quesitos nas empresas formadoras é substancialmente mais alta. A segunda diferença está na remuneração variável muito agressiva. Aqueles que desempenham bem recebem muito mais do que os que performam mais ou menos. Isso faz toda a diferença e incentiva a própria execução. A terceira diferença e a nosso ver a mais importante é que a execução é efetivamente um valor da organização. Não um valor como uma frase pendurada nas paredes, bonita , mas inócua. Um valor traduzido em...

Liderança Ressonante

Da ponte de Tacoma ao coração de cada liderado   Setembro 2011 Invariavelmente em meus cursos peço aos participantes que relembrem o melhor e o pior momentos que eventualmente tiveram como liderados. Isso os remete a experiências em geral muito poderosas que chegam a arrancar brilhos nos olhos e lágrimas escondidas há muitos anos. A liderança é capaz de produzir momentos efetivamente marcantes, de grande inspiração ou de total frustração. Sempre me surpreendo nessa hora dada a força dessas experiências. Normalmente os piores momentos são mais freqüentes e fáceis de serem lembrados enquanto que os melhores são raros e às vezes mais esquecidos nas lembranças. Meu objetivo tem sido sempre de como tornar os melhores momentos mais freqüentes e isso significaria obter sucesso indiscutível no processo de liderar. Nessa minha busca, enquanto lia o livro “Resonant Leadership” – Elsevier-2006 – Boyatis & Mckee – traduzido como “O poder da Liderança Emocional “, constatei que os autores usam como idéia central a metáfora da ressonância associada à liderança, no sentido de que a liderança contagia e faz vibrar. Mencionam que os líderes teriam na mão o poder de fazer ressonar (positivo) ou dissonar (negativo) seu relacionamento com liderados. Achei sensacional a idéia e resolvi explorar a palavra ressonância um pouco além do que foi feito pelos autores. Como engenheiro de formação, ao ouvir a palavra “ressonância”, já associei com o conceito da física pois foi nela que conheci a palavra pela primeira vez. Em minha pesquisa descobri que a ressonância foi descoberta por Galileu Galilei quando começou suas pesquisas com pêndulos em 1602. Em física, ressonância é a tendência de...

Como anda sua competência para resolver problemas?

Em nosso livro “De onde vêm os problemas” (Negócio Editora, 2002) abordamos a importância do processo de diagnóstico de problemas para a realização mais eficaz das empresas. Fazer bons diagnósticos não é mesmo uma tarefa trivial. Nossa experiência com diagnósticos nos levou à conclusão de que existem três partes essenciais para que se consigam, na prática, bons resultados nesse processo. A primeira parte é o processo de raciocínio lógico da busca pela causa antes de se buscar efetivamente soluções. O processo mental usado na condução da resolução de um problema é fundamental para que se obtenham boas decisões. Nós nos dedicamos, neste livro, à forma de entendimento desse processo e conduzi-lo da maneira correta. Percebemos que muitas pessoas simplesmente não estão acostumadas a esse tipo de raciocínio e não o praticam no dia-a-dia. A segunda parte é o modelo a ser seguido, ou seja, como se deve proceder para entender as causas dos problemas, que passos devem ser dados e em que seqüência. Um modelo é um roteiro que orienta o processo de diagnóstico. Nossa vivência nos mostra que alguns administradores, apesar de conhecerem o processo de raciocínio de diagnóstico, não atingem bons resultados por não saberem o caminho para chegar a eles. A terceira parte, e elemento essencial, consiste de alguns fatores que determinam o sucesso de um bom diagnóstico. Mesmo com o processo de raciocínio lógico adequado e um modelo de condução satisfatório, notamos que são raras as pessoas que conseguem determinar claramente as causas dos problemas. Percebemos que existem variáveis no processo que, se observadas, podem levar mais seguramente à causa real dos problemas. No livro,...

Incêndio sob controle

Atenção! Excesso de foco na urgência e dificuldade para tomar decisões podem incendiar sua carreira e fazer um probleminha virar um problemão   Gostamos de falar em soluções. Problemas nos importunam, nos cansam atormentam nosso dia-a-dia. Para chegar a soluções, contudo, precisamos necessariamente pensar neles. Problema é o elemento que dispara todo processo de diagnóstico e toda tomada de decisão. O fator crítico de sucesso na resolução de problemas seria não tratar todos como urgentes. É fundamental priorizá- los. A primeira classificação que devemos fazer é entre os problemas urgentes e os importantes. No dia-a-dia dos administradores, entretanto, essa interpretação nem sempre é tão simples. Esse tipo de engano leva a um círculo vicioso que poderia ser chamado de armadilha da atividade e que faz com que nada na empresa se resolva definitivamente. Se o líder classificar todos os problemas como urgentes, seu foco de ação estará sempre voltado à resolução dos sintomas mais visíveis e superficiais, nunca encontrando tempo suficiente para o ataque às causas, que os eliminariam definitivamente. Uma das possíveis razões para esse tipo de comportamento estaria ligada ao próprio estilo ou à personalidade do profissional. Aparentemente, o convívio com o problema gera a angústia por vê-lo resolvido de modo rápido. Alguns 1íderes não suportam terminar nem um dia sequer sem que todos os problemas aparentemente tenham sido resolvidos. Mas é preciso compreender que algumas dificuldades exigem tempo, maturação e reflexão -e não são solucionadas tão facilmente. Outra possível explicação seria o clima e o ambiente da própria empresa. Algumas situações de crise podem fazer com que o administrador não disponha de tempo suficiente para parar e...

Você sabe resolver problemas ou matar jacarés?

Para falar da resolução de problemas, precisamos, antes, entender o que são problemas. Parece fácil, já que estamos sempre cheios deles na nossa frente, mas não é tão simples definir exatamente o que são. Pesquisas entre autores famosos levaram à seguinte lista de definições, todas com bastante sentido:  Desejar algo e não saber como obter  Necessidade não satisfeita  Estado de incerteza ou caos  Comportamento ou situação indesejável presente ou futura  Resultado que necessite de correção  Diferença entre condições atuais e condições desejadas  Obstáculo ao alcance de metas  Ameaça à sobrevivência Com base nessas definições e fazendo um resumo prático das mesmas, defino problema como uma situação inadequada, causada por desvio em relação aos objetivos organizacionais. Tal definição, que é bastante abrangente, tem servido muito bem ao entendimento daquilo que nos faz sofrer muito no dia-a-dia das empresas. A pergunta que se segue é se os gestores das empresas realmente sabem como resolver os desvios? Os problemas têm sido sanados efetivamente ou continuam nos atormentando? O que temos percebido, infelizmente, é que os problemas sobrevivem por anos e anos, com raras e honrosas exceções. Acreditamos que, para se resolver efetivamente um problema, é preciso usar o conceito de diagnóstico como ferramenta para encontrarmos as soluções. A questão vital é que a sistematização do entendimento das causas dos problemas fornece os subsídios para uma decisão mais qualificada e, portanto, visando a real solução para os mesmos. O ser humano simplesmente adora fazer diagnósticos. O ditado popular já diz: “de médico e  louco todos temos um pouco”. Apesar das dificuldades dos administradores em lidar com os problemas, percebemos que o ser humano...